Acessibilidade é um direito humano

Acessibilidade é tudo que se pode alcançar, conseguir ou possuir. Ela não se restringe ao atendimento das necessidades de públicos específicos, pois todos poderão em algum momento de suas vidas se deparar com barreiras que o espaço impõe, neste contexto estão inseridos os idosos, as grávidas, os acidentados, os obesos e as crianças.

As discussões acerca da acessibilidade têm ganhado destaque no cenário público. No contexto arquitetônico e urbano estão em andamento, ainda que lentamente, obras e serviços de adequação do espaço das cidades e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população. Estas transformações são garantidas por lei e devem ser cobradas dos órgãos públicos e empresas.

Eis algumas medidas presentes nas ruas e nos edifícios que garantem a acessibilidade:
- uso de piso tátil para auxiliar a identificação de obstáculos;
- uso de rampas e elevadores;
- utilização de semáforos sonoros;
- reserva de vagas especiais de estacionamento;
- reserva de lugares e poltronas em locais de reunião e entretenimento;
- projetos de banheiros acessíveis;
- utilização transportes públicos adaptados.

Os arquitetos ainda têm dificuldade em desenvolver projetos acessíveis, seja por desconhecimento técnico ou por falta de oferta de produtos específicos no mercado. Enquanto a acessibilidade e a inclusão forem vistas como exceções, as ações se resumiram apenas ao atendimento às limitadas exigências legais. Temos que compreender que a acessibilidade é mais do que garantir o direito básico de ir e vir.

Precisamos promovê-la tendo como pressuposto a equiparação nas possibilidades de uso, seja dos ambientes, produtos ou meios de comunicação, beneficiando pessoas de todas as idades e capacidades, sem a necessidade de adaptações, a fim de se promover o acesso e a mobilidade com segurança, dignidade e autonomia.

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Arq. Carolina Villaça